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O Espírito Santo é indivisível

* Artigo de Mariano Sant’ Anna

“O poder dinâmico de Deus em atuação no mundo é o Espírito Santo recebido no Pentecostes, que nos reconduz ao Deus da santidade e nos une a Ele.” Estas são palavras de um ilustre padre católico, chamado Yves Congar, que viveu no século passado, mas que permanecem vivas até os dias de hoje. Referindo-se a Agostinho, este mesmo padre afirma: “O que a alma é para o corpo do homem, o Espírito Santo é para o corpo de Cristo, que é a Igreja, assim Ele foi dado à igreja no Pentecostes para torná-lo o corpo de Deus comunional e espiritual”.

Desde a reforma da Igreja com Lutero, nunca se viu um número tão crescente de igrejas evangélicas, principalmente em nosso país, o Brasil. Precisamos de forma séria e sem partidarismo rever nossos conceitos de Reforma e começar a praticar a ideologia cristã na sua essência.
Desde que a ideologia cristã passou a ser praticada em segundo plano, muitas divergências de opinião e doutrinas foram criadas pelos homens e, por consequência disto, várias “igrejas” surgiram como pressuposto de uma renovação e aplicação da verdadeira ideologia cristã. Surgiram em nome da missão apostólica da Igreja que começou no dia de pentecostes e se estenderá até o fim dos tempos. Mas, o homem tem feito muito barulho e criado muitas divisões.

Por que existem correntes teológicas tão distintas quando o assunto é principalmente o Espírito Santo de Deus? Sabemos que definitivamente o Espírito Santo de Deus é um, e nos foi dado por Deus para que o Seu amor e justiça sejam ensinados e praticados em todos os cantos da Terra.
Os fundamentalistas afirmam que o homem recebe o “dom” do Espírito Santo no dia em que aceita a Jesus como seu Senhor e Salvador. Já os pentecostais são categóricos ao afirmar que o homem precisa do batismo com ou no Espírito Santo.

A corrente tradicional defende a predestinação do homem, enquanto que a corrente pentecostal defende que o homem possui livre arbítrio. Poderia escolher entre resistir à Graça ou aceitá-la. Afinal de contas: recebemos o Espírito Santo de Deus na aceitação do sacrifício vicário de Jesus, como afirmam os tradicionais? Ou precisamos buscá-lo, como se afirma na corrente pentecostal?

Muitos livros de Teologia Sistemática e devocionais foram escritos e discorrem sobre o assunto. Cada um deles, porém, defendendo a sua corrente teológica, mas porque as defendem acabam dividindo ainda mais o que é indivisível, ou seja, o Espírito Santo de Deus.

A verdade, e somente a verdade, amplia a visão, aprofunda a experiência e gera verdadeira transformação.

Precisamos receber a transformação de vida ensinada por Jesus, para que possamos viver a plenitude de vida, a abundância de vida proposta na segunda parte do que diz o Evangelho de João 10.10, que Ele veio nos ensinar e muitos de nós ainda não aprendemos.




 
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